Glorificat

Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama- Lucas 2:14

Baseado em: Reformando o discipulado: Uma introdução à fé cristã cap. 2 "Trindade" de Jean Francesco.

Trindade

Creio em Deus Pai... e no Filho... e no Espirito Santo- Credo Apostólico

O mistério da Santíssima Trindade é um ponto de suma importância para a compreensão apropriada sobre o Ser de Deus. Essa busca nos revela o quão magnífico o Senhor é, ao mesmo tempo o quão limitados somos e que podemos causar grandes confusões se não compreendermos corretamente como Deus se revelou a nós, aceitando também que existe uma incapacidade humana de comportar a grandeza desse Deus dentro da razão. É como tentar fazer o mar caber em um copo de água, mas ainda assim Deus é infinitamente maior que esse oceano.

Diante de tal mistério que excede toda razão e lógica, podemos seguir por três caminhos. O primeiro caminha em uma fé cega que não se desenvolve e não busca o conhecimento de Deus baseado na Revelação Divina. Ou podemos cair no erro de racionalizar de tal modo a doutrina da Trindade que chegamos a conclusões erradas, criando heresias que limitam a Deus para caber em nossas mentes. O terceiro caminho, que vamos seguir aqui, é buscar pela Revelação que Deus faz sobre si mesmo em sua Palavra, conhecermos as três pessoas da Trindade, sendo um só Deus, até onde se pode entender; no além, reconhecemos que não se pode limitar Deus a ideias humanas, mas contemplamos Sua maravilha, convertendo a confusão de nossa mente em louvor e adoração ao único que é digno.

Si enim comprehendis, non est Deus (Se você o compreende, não é Deus), Agostinho disse em um de seus sermões. Esse é o paradoxo da Trindade, o ensino mais importante é o mais difícil e misterioso. Mas vamos começar por observar como Deus se revela ao longo da narrativa bíblica.

Antigo Testamento

O Senhor nos revela como sendo o único Criador e Deus todo-poderoso logo no início de sua Sagrada Escritura:No princípio, Deus criou os céus e a terra(Gênesis 1.1). Mais à frente, ainda na Torá, noShema Yisrael, é instituída a profissão de fé do povo de Deus, que afirma a crença em um único Ser divino:Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor(Deuteronômio 6.4).

De forma mais sutil, percebemos algumas noções da pluralidade de Deus dentro de sua unidade. No relato da Criação em Gênesis 1.1-3, observamos a atuação de Deus, da Palavra e do Espírito. Posteriormente, em João 1, isso nos é confirmado, sendo Cristo a Palavra, o Verbo encarnado, meio pelo qual Deus cria todas as coisas:Todas as coisas foram feitas por ele e, sem ele, nada do que foi feito se fez(João 1.3).

O Messias no Antigo Testamento é descrito com traços e atribuições divinas em algumas passagens (Salmos 16; 110; Isaías 9.6-8; Jeremias 23.5-6; Miqueias 5.2). Uma que podemos destacar é o Salmo 110, de Davi, que seria referido pelos apóstolos, declarando Jesus como o Cristo e Senhor:Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo(Atos 2.34-36). Assim, podemos observar que desde o princípio o Senhor vem se revelando como um único Deus, que possui em si três pessoas distintas que são igualmente esse mesmo Deus.

Novo Testamento

No decorrer dos séculos, é chegado aquele quem Israel esperava, o Cristo, o Deus que se faz homem, e as revelações sobre o Senhor tornaram-se ainda mais claras, e o que antes poderíamos inferir, baseado na revelação até então, se confirma e se faz certo pelas palavras do próprio Cristo e de seus apóstolos.

Várias passagens deixam plenamente explícito o Cristo como sendo um com o Pai e o Espírito como Deus atuando na igreja como regenerador e consolador, inclusive com as três pessoas de Deus interagindo e se manifestando no mesmo espaço (Nascimento de Jesus; Batismo de Jesus; A Grande Comissão; A Bênção Apostólica; O amor do Deus triúno; Saudações apostólicas). Podemos citar uma dessas passagens como o batismo de Jesus:Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo(Mateus 3.16-17). Jesus, sendo Deus e homem, recebe o Espírito Santo, e o Pai declara a aprovação do Filho. Este é o quadro que a Trindade compõe.

O Filho também aparece continuamente durante a revelação como sendo adorado, assim como o Deus Pai, sendo possível reconhecê-lo dessa forma apenas por meio do Espírito Santo:e ninguém pode dizer: "Jesus é Senhor", a não ser pelo Espírito Santo(1 Coríntios 12.3b). A Trindade ainda permanece como um ponto incompreensível de forma total por nós, mas agora o Senhor se faz revelado até onde devemos e conseguimos entender, ainda que como um mistério.

O Drama da Redenção

As três pessoas de Deus não podem ser divididas, sendo iguais em natureza, em essência e igualmente Deus. Porém, na história da redenção, Pai, Filho e Espírito assumem um papel que será enfatizado. Em Efésios 1.3-14, fica evidente a atuação de cada pessoa do Ser de Deus.

A Eleição do Pai (Efésios 1.3-6)

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...

Antes do tempo e do espaço existirem, o Pai já havia planejado toda a história de redenção no Filho, desde antes da fundação do mundo. Segundo sua própria vontade, Ele escolheu amar e conceder salvação, elegendo para si um povo que seria feito santo e irrepreensível diante da sua presença.

O Senhor, soberano sobre todas as coisas, sendo o homem incapaz de escolher a Deus, nos escolheu primeiro. Como pode o Deus que não inocenta o culpado (Naum 1.3) eleger para si pecadores que nada queriam com Ele? Mas o amor que excede todo entendimento nos escolheu para formar uma família, unida e justificada pelo decreto de Deus, que sacrificaria seu Filho por amor e para sua glória.

Por isso, agora, como o Pai disse ao Filho, depois d’Ele ser batizado:E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo(Mateus 3.17), Ele diz a nós. Somos filhos amados do Pai, em quem Ele se compraz, pois não vê mais a dívida do pecado, mas o Sangue do Cordeiro que tira todo pecado, filhos eleitos antes da fundação do mundo para sermos uma família.

A Libertação por meio do Filho (Efésios 1.7-12)

... no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo...

Cristo é o libertador que veio para nos tirar do império das trevas e nos fazer limpos de toda culpa diante do Pai, o Cordeiro imolado que, por sua própria vontade, se ofereceu como sacrifício para cumprir a vontade do Pai. Ele é quem executa o plano de Deus, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha vida eterna(João 3.16).

Jesus, mesmo sendo o próprio Deus, se esvaziou de sua grandeza e se fez homem, sem abandonar sua divindade. Ele se humilhou e foi rejeitado por todos nós. Derramou seu sangue sobre nós, que antes éramos inimigos, para que Deus enxergasse Cristo em nós. Ele nos ligou novamente a Deus; o fio rompido pelo homem, o próprio Deus foi quem costurou com suas dores e sua morte.

A morte não foi o fim, o Filho ressuscitou, e como Ele, todos nós vamos ressuscitar no último dia. Cristo fez da igreja sua noiva, o Pai deu ao Filho a primazia e o domínio sobre todas as coisas. Somos seu povo, e Ele é o nosso Rei que está entre nós, e um dia voltará, não mais como o Cordeiro imolado, mas como o Leão que vai julgar todas as coisas.

A Aplicação da Redenção pelo Espírito Santo(Efésios 1.13-14)

... em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

Jesus, antes da sua morte, nos prometeu que mandaria um Consolador. Deus se faria presente em nós ainda. Este é quem nos convence de todo pecado e nos aponta para Cristo, que desenvolve a nossa fé e aplica a Palavra ao nosso coração. Quando nos convertemos, é a ação do Espírito atuando pela pregação do evangelho.

Na comunhão com a igreja, o Espírito é o que nos une, por meio dos dons, que são as vocações e as características que Deus nos dá. Servimos uns aos outros e glorificamos o nome de Deus, desenvolvendo a fé uns dos outros, amando uns aos outros.

A vida de pecado que vivíamos é regenerada pelo Espírito. Ele é Deus que habita em nós, nos conforta nas dores, fortalece nas lutas, enche de alegria em Cristo. Ele nos usa para levar o evangelho a toda criatura, para que os eleitos de Deus, salvos pelo sacrifício de Jesus Cristo, sejam convertidos pelo Espírito e se desenvolvam na fé com um só Espírito na santa igreja de Deus.

Linguagem Analógica

A forma como Deus se comunica com seu povo é algo maravilhoso. Um Ser eterno explicando a infinitude de Sua grandeza para criaturas que mal conseguem se compreender. Mas Deus falou na língua dos homens; Deus fala a nós como se fala com um bebê incapaz de entender a realidade.

Deus conhece todas as coisas em sua essência e origem, pois Ele fez todas as coisas. Nosso conhecimento é limitado a uma "cópia" ou àquilo que pode ser percebido por nossos sentidos ou pensado por nossa razão, que nada mais é do que mais uma cópia do que é arquétipo (original). Todo conhecimento que podemos conceber sobre Deus é analógico — não é um equívoco, mas está dentro do limite do que se pode entender, alinhado com o que Deus diz sobre Si.

De forma prática, é inconcebível para nós como pode Deus ser 1, porém em 3 Pessoas distintas que se relacionam entre Si, todas sendo plenamente Deus, iguais em essência, um não é superior ao outro, todos eternos, e ainda serem Um, o Único Todo-Poderoso. A fórmula ortodoxa de Niceia nos resume em:mia ousia kai treis hypostaseis (uma essência e três pessoas).

Na relação entre as pessoas da Trindade temos a ideia deperichoresis, ou interpenetração divina, que sugere que cada pessoa flui entre as outras, sustentando cada uma as outras de forma indivisível. Uma analogia possível seria o funcionamento de cérebro, coração e pulmões — um sustenta o outro e são indivisíveis para que haja vida — mas isso é apenas uma imagem mental falha que não chega perto de descrever essa "dança da Trindade".

Trindade Ontológica e Econômica

Na teologia temos dois ângulos pelos quais contemplamos a Deus, que se complementam. Esses são a Trindade Ontológica e Econômica. Isso é uma distinção que fazemos, não uma divisão, mas uma forma de se entender a Trindade como Deus nos apresenta.

Trindade Ontológica diz respeito ao Ser (ontos) de Deus. Pela Palavra podemos observar pelo menos quatro categorias sobre o Ser divino: 1 - nomes divinos; 2 - atributos divinos; 3 - obras divinas; 4 - louvor a Deus. Pai, Filho e Espírito Santo se encaixam perfeitamente nas quatro categorias. Pela ontologia observamos a unidade das Três Pessoas de Deus — Um não é inferior ao Outro, Todos plenamente Deus, sendo um único Deus que não se divide em três, mas é a plenitude de todo seu Ser no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Trindade Econômica lida com a forma como Deus trabalha na obra da redenção, cada uma das Três Pessoas assumindo um papel na salvação. O Pai como quem lidera, o Filho que executa o plano, o Espírito como Aquele que aplica a Palavra no povo de Deus.

O Pai é o líder do drama; Ele quem elege seu povo e arquitetou todo o plano da redenção. Mesmo sendo iguais, o Filho e o Espírito fazem a vontade do Pai. Isso é evidente quando Jesus disse:Este mandato recebi de meu Pai(João 10.18). Sendo substancialmente igual, o Filho cumpre o plano do Pai. O Deus invisível é quem nos elegeu para sermos seus filhos e vivermos unidos em uma família, dentre todas as nações e povos de todas as eras, pelo Seu amor e para o louvor da Sua glória.

O Filho executa fielmente a obra de redenção, de acordo com o que o Pai designou. De forma voluntária, Ele se entregou e tomou o cálice da ira de Deus.Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer(João 17.4). O Pai como Arquiteto, o Filho como Construtor da obra, e a obra de Jesus nos revela o Pai:Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem o revelou.(João 1.18).

O Espírito Santo é o capacitador e comunicador. Ele, como igual ao Pai e ao Filho, deve ser alvo de nossa adoração. O Espírito foi responsável por capacitar Jesus em seu ministério terreno. Hoje é Aquele que nos traz ao arrependimento, nos regenera e santifica para nos empoderar a fim de testemunharmos a obra de Cristo para todas as nações. Não é possível chegar à fé e desenvolvê-la sem o Espírito Santo:Ninguém pode dizer: 'Senhor Jesus!', senão pelo Espírito Santo(1 Coríntios 12.3).

Unidade e Diversidade

Explicar com as palavras certas a unidade e diversidade de Deus é um desafio, mas durante o desenvolvimento da doutrina trinitária na história da Igreja, alguns termos que nos ajudam a assimilar esse conceito começaram a ser usados. Para se referir a Deus como sendo um, um único Ser, foram usadas as palavras "ousia" e "substantia"; posteriormente também, "essentia". O Concílio de Niceia de 325 declara o Filho como sendo homoousios (da mesma substância) com o Pai.

Para se referir à triplicidade de Deus, Orígenes usou o termo "hipóstase". Hipóstase se refere à substância, uma realidade fundamental, usado para se referir à distinção do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas afirmando a unidade em uma essência, uma única substância.

Tertuliano utilizou "persona", que vem do direito romano, e remonta ao teatro grego com o sentido de "máscara". Esse termo diz respeito, no sentido jurídico, à atividade de uma pessoa. No caso da Trindade, o sentido é o mesmo de hipóstase: Pai, Filho e Espírito atuam de forma distinta na obra da salvação, mas são um em essência, um único Deus.

Seitas e Heresias

Na história da Igreja muitas heresias e seitas surgiram da má compreensão da doutrina da Trindade, essas que devem ser combatidas para instruirmos corretamente o povo de Deus à ortodoxia.

O Arianismo é uma das mais antigas. Ário, presbítero de Alexandria no Egito, acabou por negar indiretamente a divindade de Jesus, dizendo que o Filho foi criado pelo Pai, negando que Jesus éhomoousios (da mesma substância) com o Pai. Isso criou uma grande divisão na Igreja primitiva no século IV. No Concílio de Niceia em 325, reunido pelo imperador romano Constantino I, o Arianismo foi duramente condenado, reafirmando a doutrina bíblica da divindade de Cristo, sendo co-substancial com o Pai e incriado, sendo Deus.

... Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.- Credo Niceno-Constantinopolitano

Monarquianismo é uma heresia que nega a triplicidade de Deus, enfatizando apenas a unidade de Deus, como sendo um único Ser que atua de forma diferente em cada momento, ou assume um papel específico a cada momento. Existem três vertentes desta heresia:

Modalismo, que afirma que Deus é um único ser que assume diferentes manifestações ou modalidades em cada momento ou época, como se fosse uma máscara que Deus assume naquele momento, não condizendo com a doutrina bíblica que continuamente afirma Pai, Filho e Espírito sendo três pessoas distintas, co-eternas e plenamente Deus em Triunidade.

Patripassianismo afirma que o Pai sofreu na cruz, pois nega que o Pai e o Filho são pessoas distintas, sendo Jesus uma "máscara" do Pai. Temos muitas passagens onde o próprio Cristo fala com o Pai; Jesus é ressuscitado pelo Pai, sendo Deus e um com o Pai, mas o Pai não é o Filho e o Filho não é o Pai.

Dinamismo, heresia que afirma que Jesus era apenas um homem que foi adotado pelo Pai em seu batismo e recebeu de Seu poder. No início do evangelho segundo João já nos fica claro que o Verbo (Jesus) estava com Deus antes da criação, não apenas estava com Deus como também é Deus desde a eternidade.

Todas essas formas de afirmar a unidade de Deus em detrimento à sua diversidade são frutos de teorias e pensamentos que não se baseiam no que o próprio Deus nos revela, apenas na criação de doutrinas falsas que reduzem Deus a uma ideia que nos é mais palatável. Nós não podemos entender como é ser três pessoas que não são divisões de Deus, mas Deus em sua completude. Essa é a maravilha da Santíssima Trindade, que é maior que tudo que existe.

O Pneumatômaco (adversário do Espírito), também chamado de macedonismo por ser Macedônio I o criador da falsa doutrina, nega a divindade do Espírito. No século IV, momento de grandes disputas teológicas advindas do arianismo, criou-se a ideia de que o Espírito Santo é criação do Filho. A heresia não nega a consubstancialidade de Jesus e o Pai, mas crê no Espírito como um Ser subordinado.

A heresia do Triteísmo nega a unidade de Deus, acredita que Pai, Filho e Espírito são três deuses. Isso vai contra o que está claro desde o início da revelação. Na Torá temos a confissão de Deus como um único Senhor:Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor(Deuteronômio 6.4). Muitos judeus que não creram em Jesus pensavam que era nisso que os cristãos criam. Nós afirmamos a unidade divina: há um só Deus, sempre existiu um e sempre será apenas um. Deus esse que subsiste em três pessoas. O único Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo.